Martinho Lutero e a Árvore de Natal

Martinho Lutero e a Árvore de Natal

Posso ter uma árvore de Natal? Essa é uma dúvida recorrente entre os evangélicos. Todos os anos, à época do Natal, muito se fala a sobre isso. É lógico que, entre tantas conversas, o que mais se ouve são as narrativas da internet, sem fundamentação histórica. As fake News gospel.

Vítima de rechaçamento e cruel preconceito, a árvore de Natal é acusada de vínculo com o paganismo pelo meio neo pentecostal e legalista. Esse quadro iniciou-se com os católicos, no Século XVI, após a Reforma Protestante. Depois, o marxismo cultural deu continuidade ao processo difamatório, na sua ambição por destruir as práticas e tradições cristãs.

Dentre os inúmeros rumores sobre a origem da árvore de Natal com o significado que conhecemos, a versão mais aceita pelos estudiosos da crença cristã é que a primeira delas surgiu na Alemanha. De acordo com essa versão, Martinho Lutero (1483-1546), que deu início à Reforma Protestante do Século XVI, certa noite, véspera de Natal, enquanto caminhava pela floresta, ficou deslumbrado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. O céu estava muito estrelado, parecia um colar de diamantes sobre a copa dos pinheiros. Ele ficou tão maravilhado com o cenário que decidiu reproduzi-lo em casa. Então, pegou um galho de pinheiro, plantou em um vaso e o enfeitou com velas, algodão e papéis coloridos, e colocou uma estrela no topo, para representar a estrela de Belém. Depois de tudo bem enfeitado, chamou a esposa e as crianças e mostrou a eles como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. A família ficou extasiada com tanta lindeza!

Desde então, muitos países católicos passaram a associar a árvore de Natal e a maneira dos protestantes comemorarem o Natal, ao paganismo.  Para os católicos, apenas os presépios eram aceitos como símbolo natalino. Apesar dos motivos serem meramente religiosos, a diferenciação entre os símbolos natalinos passou a distinguir católicos e protestantes. As discussões sobre o tema geravam entusiasmadas desavenças. Os católicos zombavam dos costumes protestantes, tanto no que se referia aos cultos de Lutero quanto à sua árvore de Natal, e escarneciam do protestantismo, referindo-se a ele como “a religião da árvore de Natal”.

Porém, já no Século XIX, a comemoração natalina segundo as práticas protestantes tornou-se tradição na Alemanha e, ao final do século, já havia sido assimilada por famílias católicas e protestantes.

Em 1910, em Nova York, a primeira árvore de Natal decorada foi exposta em praça pública.

Paulatinamente, o Natal adquiriu outros sentidos e perdeu as marcas das tradições cristãs, para ganhar identidades comerciais, vinculadas ao Papai Noel.

Hoje, somos chamados a resgatar a celebração do Natal, com árvore e tudo, linda e iluminada, representando o céu na noite do nascimento de Cristo. Somos convidados a nos maravilhar com a beleza desse momento tão simbólico. Esse é o dia que nós, cristãos, separamos para comemorar o nascimento de Jesus, como homem, para nossa redenção.

Feliz Natal!

:: Comunicação IBCVN